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Na universidade livre UMAPAZ  (São Paulo – Brasil) será realizado, os dias 1, 2, 3, 4, 5 e 8 de agosto, o curso: “Ecología, Autopoiese e Socio-Cognicão: Fundamentos Biológico-Culturales e uma práxis de Conversa Reflexivo-Contemplativa para a ação cidadã”. 

As vagas são limitadas, para mais informações contacte UMAPAZ.


Apresentação:

Este curso convida a uma comprenção que permite olhar para a ecologia como um fenômeno multidimensional; biológico, cultural e social, que emerge como observável a partir do fundo da cognição humana.
Convida a explorar a natureza do viver a partir da compreensão da organização constitucional dos seres vivos (Autopoiese) e da evolução como um processo de Deriva Natural, descobrindo no processo como os seres vivos são sistemas cognitivos e o vivier um processo de cognição.
Também vamos a profundar a compreensão da origem e natureza dos seres humanos em suas características biológicas, emocionais, sociais, linguísticas e culturais. Desta forma, seremos capazes de abordar a compreensão da ecologia e do dilema ambiental atual como fenômenos que são baseados na sócio-cognição, e som conservados e resolvidos na prática de um olhar ético-reflexivo aberto para a coinspiração social através da educação cívica.

 

 

O convite e o objetivo:

A partir do conhecimento biológico-cultural que aprendemos na Escuela Matriztica de Santiago, com Humberto Maturana e Ximena Dávila, fazemos uma distinção que consideramos fundamental, aquela entre a ética e a moral. Normalmente elas não são claramente separadas, ou seja, define-se a moral como um código normativo externo e a ética como expressão experiencial incorporada nesse código. E, assim, refere-se então à existência de múltiplas éticas. Para nós, em vez disso, moral e ética são de âmbitos separados. Um código moral é uma configuração normativa e prescritiva que preserva a coerência com as normas, e dessa forma existiriam tantos códigos morais quanto diferentes comunidades culturais. A ética ao contrário teria como base um fundamento biológico, o significa que há apenas um único comportamento ético e fundamental. Um observador distinguiria uma pessoa ética ao observar que ela se conduz conservando a consciência de cuidar que as consequências de seus atos não causem danos a outros e faz isso simplesmente porque para sí os outros têm importância. Ética é um sentir, uma consciência. E o fundamento biológico aparece no fato de que para nós seres humanos, por nossa historia evolutiva, nos importa espontáneamente e primariamente tudo aquilo que acontece com os outros humanos.

Assim, nosso convite tem a ver com quatro fatos do viver e conviver humanos:

1) Hoje em dia vivemos um presente cultural que realizamos e conservamos com nossas condutas,

o qual gera muito mal-estar na convivência e destrução ecologica;

2) Cada vez mais vai surgindo uma consciencia ética na cidadania mundial a partir da distinção da  dor e do sofrimento que estamos criando, e realizam-se tentativas diversas para gerar uma transformação cultural que crie mundos com maior bem-estar, onde se possa co-habitar democratica e ecologicamente.

3) A história da cultura humana nos mostra que a mudança cultural não se pode desenhar intencionalmente sem sucumbir à tentação da onipotência que por sua vez gera cegueiras e tiranias.

4) A compreensão da natureza biologico-cultural do humano nos permite entender como se realiza  a mudança cultural e como se conserva o bem-estar em uma sociedade. Somente a partir da reflexão ética, realizada na co-inspiração coletiva (educação cidadã) é que a transformação cultural se dá,  seguindo um curso onde se possa realizar e conservar um co-habitar no bem-estar. A reflexão não é  simplesmente pensar, é um ato na emoção em que abandonamos nossas certezas para perguntar-nos pela validade das conversações e distinções que fundamentam nossa circunstância humana.

Portanto, nosso convite é um convite a conhecer, entender e contemplar nossa natureza humana, para gerar um processo reflexivo-contemplativo ético sobre nosso viver e conviver, que faça surgir novas ações à mão para realizar o trabalho cotidiano de ativistas e educadores que participarão conosco deste processo.

Contenudo e metodología:

Nesses encontros serão realizadas apresentações teóricas e conceituais, intercaladas com atividades de conversação e contemplação. Essas atividades tem como propósito proporcionar um espaço reflexivo e contemplativo onde os participantes possam construir um entendimento intimo e compartilhado dos temas conceituais que serão apresentados. Como tarefas fora da sala de aula os participantes serão convidados a facer alguns exercícios contemplativos em sua vida diaria, e alguns conversaçoes reflexivas com a família e colegas de trabalho ou estudo.

Ementa geral dos conteúdos conceituais e teóricos a serem apresentados:

1 –  Autopoese e cognição: Relação organismo meio \ Determinismo estrutural \ Dois domínios de existência  \ Acoplamento estrutural  \  Aprendizagem  \  Bem-estar

2 –  Biologia do conhecer/ multiverso e interobjetividad

3 –  Biologia das Emoções  \  Biologia do social e cognição\ Origem do humano

4 –  Cultura : comunicação –  linguagem – conversar  \  Eras humanas

5 –  Educação, Democracia, Política, Sustentabilidade e Ecología

6 –  Matriz ética-ecológica da cidadania e Proyecto común

Professor responsável:

Ignacio Muñoz Cristi.

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Aquí comienzo entonces con mis reflexiones en torno a las distinciones propuestas por el Dr. Maturana en torno a la democracia y las conversaciones que la niegan:

A)      “Conversaciones que confunden la democracia con una manera electoral de lograr el “poder político. El emocionar básico bajo el cual tienen lugar estas conversaciones es el deseo abierto o encubierto por la dominación o control de la conducta de los otros con el fin de satisfacer un deseo privado de autoridad y apropiación. Conversaciones de esta clase ocultan el hecho de que lo que en una cultura patriarcal se llama poder tiene lugar en la obediencia del otro a través de la sumisión obtenida por la coerción. Más aún, tal coerción usualmente tiene lugar disfrazada bajo argumentos que afirman que el poder es una propiedad o don de aquellos que ejercen la coerción a través de las acciones de sus adeptos de una manera que oculta la coerción que ellos ejercen. La democracia no opera en términos de poder, autoridad o exigencias de obediencia; muy por el contrario, la democracia se realiza mediante conductas que surgen de conversaciones de coinspiración que generan cooperación, consenso y acuerdos”. Humberto Maturana (Amor y Juego; Fundamentos Olvidados de lo Humano)

.

Hace ya cerca de 40 años que Humberto Maturana nos viene indicado otra forma de entender la naturaleza de las relaciones de poder, una mirada que surge de tomar en serio la naturaleza del conocer y de las emociones. El poder no es algo que alguien tenga o pueda tener, así como el conocimiento no es algo que se tiene, sino que es una dinámica relacional que se establece en la convivencia. Alguien adscribe conocimiento a otro o a si mismo cuando distingue que ese otro se conduce de una manera que a quien observa le parece adecuada, acción efectiva. Mas lo efectivo siempre se distingue desde algún criterio. Las emociones no son fenómenos de la interioridad de los seres vivos, no son invisibles, son ámbitos de conductas posibles, los cuales surgen momento a momento desde un trasfondo de disposiciones corporales dinámicas, o configuraciones de sentires, como ahora dicen junto a Ximena Dávila. Es decir desde la emoción de la ternura son posibles muchas conductas diferentes, pero no cualquiera, los golpes violentos por ejemplo. Estos son posibles desde la emoción de la agresión, desde la cual a su ves no son posibles las conductas de caricia afectiva. Es decir, el conocer y las emociones no son en si, surgen como relaciones interpersonales. Lo mismo cabe decir para el poder. El poder surge en la concesión de  obediencia por medio de la coerción, abierta o disfrazada. Si yo no obedezco no entrego poder. Si obedezco circunstancialmente, entrego un poder circunstancial. Y para un observador la emoción de la obediencia es distinguida como el ámbito de conductas en que alguien hace algo que no quisiera hacer, ya sea por miedo, o por conveniencia. Muy distinto es conceder responsabilidad desde el respeto o la admiración, ya que ahí se hace desde un emocionar diferente, en el respeto propio y por el otro.

Este mismo trasfondo epistemológico es el que le permitió distinguir la naturaleza de la democracia no ya como un sistema electoral o de partidos políticos, sino como una manera de convivir que se realiza cotidianamente a través de las conversaciones y redes de conversaciones que los ciudadanos tejen día a día. Así, confundir democracia con una carrera o competencia o lucha por alcanzar el poder del Estado, es una alienación propia de la geo-cultura patriarcal. La democracia surge de hecho como una brecha contracultural en medio del patriarcado, y este responde espontáneamente desde una coherencia contrainsurgente, cooptando lo que no puede eliminar. Lo cual no ocurre impersonalmente en términos del “sistema” sino a través de las personas, por que somos todos nosotros quienes realizamos y conservamos nuestra la cultura con nuestro vivir y convivir. Es desde una crianza en una matriz cultural fundamentalmente patriarcal que la democracia nos pareció un asunto de lucha o competencia por el poder. Trasfondo desde el cual el control y la dominación son concebidos como valores positivos, siempre que se los relacione a las normas morales vigentes propias de la sociedad que los enáltese. Así usamos razones para justificar, legitimar u ocultar nuestros deseos de poder. Razones que han variado en las diferentes civilizaciones y sociedades de cultura patriarcal, pero cuyo fundamento emocional sigue siendo milenariamente el mismo. Y todo hacer al igual que todo razonar, surge constituido desde un particular trasfondo emocional.  Pero en la convivencia democrática cotidiana las personas no operan en términos de poder u obediencia, eso ocurre en relaciones gubernamentales antidemocráticas o en las mafias. Cuando en una misma calle varios comerciantes ahí radicados tienen discrepancias las solucionan conversando o no las solucionan, a menos que uno de ellos pueda establecer relaciones de poder dado los privilegios o armas con que cuente. Sin embargo tal camino lleva a la larga a la ampliación de los conflictos y a la eventual autodestrucción del sistema. Cuando hay conversaciones de coinspiración, es decir conversaciones que surgen desde el placer de co-crear junto a los otros los espacios de convivencia posibles desde la armonización y calibración de los deseos comunes, la democracia es realizada plenamente independiente de las opciones partidarias de cada persona. Es el fundamento de la política ciudadana, la cual solo se da en la conservación de un habitar social, esto es, de un habitar en la mutua aceptación y el mutuo respeto.

Aquí quiero postear un imprecionantemente pristino texto de un ensayo del profesor Maturana que publicó en su libro “Amor y Juego. Fundamentos olvidados de lo Humano”, coescrito con la Dr. Verden-Zöller. Es un trecho que nos habla de la democrácia como una red cerrada de conversaciones constituida como un sistema social humano, pero enfatizando las conversaciones que niegan la realización y conservación de un tal sistema. En posteriores post iré comentando uno a uno los puntos a que aquí se nos invita a reflexionar.

En la actualidad vivimos un espacio de contradicciones históricamente conservadas donde por un lado muchos países han declarado el vivir democrático como su sistema de gobierno favorito o predilecto, pero a la vez no se ha dado en la praxis del vivir y convivir democrático la realización de una coexistencia congruentemente responsable en el bienestar de existir en un dominio donde se es legítimo desde el respeto mutuo y el respeto a la biosfera participando responsablemente en la convivencia del vivir planetario, es decir, no se ha dado una democracia completamente realizada y conservada en el día a día, sino que constantemente a existido en riesgo de ser negada, y de hecho a sido negada recurrentemente, por conversaciones patriarcales-matriarcales.

Como nos dice hace ya años Don Humberto, la democracia es un modo de vida que como red cerrada de conversaciones surge en la praxis del vivir, y si no se da en el día a día la realización y conservación  de la operacionalidad del mutuo respeto en torno a un proyecto común de convivencia no hay democracia. La democracia empieza por casa o no empieza. Es una obra de arte cotidiano. No un sistema electoral o de partidos.

Veamos diez conversaciones que constituyen el ámbito de las contradicciones a que queda sometida la democracia en un entorno cultural patriarcal-matriarcal que la niega recurrentemente:

“a) Conversaciones que confunden la democracia con una manera electoral de lograr el “poder político”. El emocionar básico bajo el cual tienen lugar estas conversaciones es el deseo abierto o encubierto por la dominación o control de la conducta de los otros con el fin de satisfacer un deseo privado de autoridad y apropiación. Conversaciones de esta clase ocultan el hecho de que lo que en una cultura patriarcal se llama poder tiene lugar en la obediencia del otro a través de la sumisión obtenida por la coerción. Más aún, tal coerción usualmente tiene lugar disfrazada bajo argumentos que afirman que el poder es una propiedad o don de aquellos que ejercen la coerción a través de las acciones de sus adeptos de una manera que oculta la coerción que ellos ejercen. La democracia no opera en términos de poder, autoridad o exigencias de obediencia; muy por el contrario, la democracia se realiza mediante conductas que surgen de conversaciones de coinspiración que generan cooperación, consenso y acuerdos.

b) Conversaciones que niegan el libre acceso a la observación, examen, opinión, o acción en los asuntos de la comunidad a algunos de sus miembros, y que hacen esto con argumentos que afirman que aquellos miembros de la comunidad excluidos son intrínsecamente incapaces de tener una participación adecuada en aquellos asuntos. La emoción fundamental involucrada en conversaciones de exclusión diferencial de esta clase es la preferencia patriarcal por relaciones de jerarquía y de control en el operar de una comunidad humana. Estas preferencias usualmente se ocultan bajo algún argumento de justicia o derecho, validado a través de referencias a algún sistema de nociones y principios tratados como trascendentalmente válidos.

Pero, debido a su forma de constitución no hay ni puede haber ninguna justificación trascendental para la democracia; la democracia es una manera de vivir en comunidad que surge, cuando es de hecho adoptada, como un acuerdo social abierto que proviene de una añoranza o deseo profundo de recobrar una vida matrística como un vivir en el respeto mutuo y el autorrespeto.

c) Conversaciones que justifican la negación del acceso a los medios básicos de subsistencia a algunos miembros de la comunidad a través de argumentos que afirman la legitimidad de la competencia en un mundo abierto a la libre empresa. El emocionar fundamental envuelto en estas conversaciones en nuestra cultura patriarcal, es el de la enemistad que surge con el deseo de la apropiación. La enemistad, la interferencia activa con el acceso que otro ser viviente podría normalmente tener a sus medios de subsistencia, es una característica de nuestra cultura patriarcal que ésta justifica con argumentos que hacen de la apropiación del mundo natural una virtud, o aun un derecho trascendental. En un vivir democrático, la cooperación, el compartir y la participación son partes de su emocionar básico, y la acción, a que conduce tal emocionar frente a la escasez, es la distribución participativa, no la apropiación. De manera que cualquier argumento que justifica la apropiación restringe o interfiere el acceso a los medios de vida a algunos de los miembros de una comunidad democrática, destruyendo la democracia en esa comunidad.

d) Conversaciones que validan la oposición entre los derechos del individuo y los derechos de la comunidad bajo el argumento de que el individuo y la comunidad necesariamente se niegan unos a otros a través de un conflicto de intereses. El emocionar fundamental que estas conversaciones involucra es apropiación y enemistad bajo la afirmación de que la individualidad humana se constituye en una dinámica de oposiciones en la que cada individuo surge a través de un proceso de activa diferenciación del otro.

Sin embargo, el individuo humano no surge de una dinámica de oposiciones, sino que, por el contrario, surge en el desarrollo del autorrespeto y dignidad que tiene lugar a través de la confianza y respeto mutuos en un ámbito social propio de la vida matrística de la infancia en la que él o ella llegó a convertirse tanto en un ser individual como en un ser social. Por consiguiente, la coexistencia democrática no surge en la historia europea del deseo de satisfacer intereses comunes, sino de la añoranza por la aceptación y el respeto mutuos.

En otras palabras, el vivir democrático, según lo que yo digo, no surge como un mecanismo que permite resolver conflictos de intereses, sino que surge como un intento de realizar un modo neomatríztico de convivencia en la constitución de un Estado democrático como un proyecto común. La democracia no es una solución, es un acto poético que define un punto de partida para una vida adulta neomatrística porque es la constitución por declaración de un Estado como un sistema de convivencia que es un sistema social humano, un ámbito de mutuo respeto, de cooperación y de coparticipación, coextenso con una comunidad humana regida o realizada por tal declaración.

e) Conversaciones que afirman la necesidad de orden y estabilidad para asegurar la libre empresa y la libre competencia bajo el argumento de que es la libre empresa y la libre competencia lo que lleva al progreso social, en el supuesto implícito de que con la noción de progreso se connota algo que es un valor en sí. El emocionar fundamental en nuestra cultura patriarcal en relación con la noción de progreso es el propio de los deseos de apropiación o autoridad involucrados en las conversaciones de jerarquía, crecimiento, control y subordinación. Pero, el control de los otros, la obediencia bajo las relaciones jerárquicas que se mantienen mediante la coerción, y el crecimiento como una acumulación de bienestar a través de la apropiación de los medios de vida de los otros, son acciones que estabilizan la exclusión y generan miseria material, depredación ambiental y sufrimiento, debido a que constituyen dinámicas de negación recurrente de los fundamentos matrízticos de nuestra infancia occidental, y más profundamente de nuestra constitución como seres humanos, y son, por lo tanto, intrínsecamente negadoras del respeto mutuo y autorrespeto constitutivo del vivir democrático. Más aún, esta manera de vivir en el continuo juego de la competencia y la demanda de estabilidad hace a la educación un instrumento de crianza de niños patriarcales que vivirán en contradicción emocional al vivir tanto en la continua negación de la democracia como una manera de coexistencia humana, como en la permanente añoranza por la recuperación de sus fundamentos matrízticos.

f.)     Conversaciones de poder, de control, y de confrontación en la defensa de la democracia, o para resolver las dificultades que surgen en el vivir en ella, en vez de conversaciones de reflexión, de acuerdo y de responsabilidad en relación con el propósito común que la funda. El emocionar que da surgimiento a estas conversaciones implica la pérdida de la confianza en el otro junto con el deseo por la seguridad y protección que una autoridad amiga fuerte que controla al otro asegura, en una forma de coexistencia en la que cada desacuerdo se vive como una amenaza que tiene que ser encarada a través de la guerra y la negación de los otros, y en la que cada dificultad se vive como un problema que tiene que ser resuelto mediante la lucha, y en la que cada oportunidad para una nueva acción se aparece como un desafío que tiene que vivirse como una confrontación. Esta clase de conversaciones niega la democracia, de hecho o por inspiración, al destruir el respeto mutuo fundamental que hace posible la coinspiración para la convivencia en respeto mutuo que la constituye.

g)     Conversaciones que alaban a la relaciones jerárquicas, de autoridad, y de obediencia, como virtudes que aseguran el orden en las relaciones humanas. Conversaciones de esta clase aseguran una división jerárquica de las actividades humanas y estabilizan los privilegios sin el uso de la fuerza. El emocionar que da surgimiento a estas conversaciones es el deseo de mantener y asegurar el control de los privilegios apropiados. Las conversaciones de esta clase restringen el acceso que todos los miembros de una comunidad democrática deberían tener a los asuntos de la comunidad, y lo conceden como un privilegio a sólo algunos. Las conversaciones de esta clase destruyen la democracia por la negación de sus fundamentos.

h)     Conversaciones que presentan todo desacuerdo en una comunidad democrática como lucha por el poder bajo el argumento de que la democracia es una oportunidad para que participen en tal lucha todas las fuerzas sociales. En estas conversaciones, el emocionar fundamental va a través del deseo de control y dominación bajo el cual vivimos nuestro ser adulto en nuestra cultura patriarcal europea. En este emocionar vivimos todos nuestros desacuerdos como amenazas a nuestra identidad, y no los respetamos como expansión de una diversidad legítima de coinspiradores para una vida en democracia. Conversaciones de esta clase oscurecen el propósito común de la vida en democracia y tarde o temprano la niegan en su totalidad.

i)      Conversaciones de competencia y creatividad, que afirman que el progreso es una característica necesaria de la vida humana, y que el progreso es el incremento en la dominación de la naturaleza y el control de la vida. En estas conversaciones, el emocionar fundamental es la avaricia, el deseo por la apropiación y el control. Las conversaciones de competencia y de creatividad niegan al otro, ya sea directamente en el acto de competir, o indirectamente mientras afirman que el otro carece de la creatividad básica necesaria en una sociedad que sobrevive solamente a través de una búsqueda interminable de la novedad. Estas conversaciones niegan la democracia al negar al otro en su total legitimidad, al devaluar la armonía del vivir que surge en la consensualidad y al alabar las diferencias que surgen en una lucha continua.

j)      Conversaciones de urgencia e impaciencia que exigen la acción inmediata, y que bajo el argumento de desconfianza intentan imponer una visión particular antes de que ésta sea sometida a la reflexión pública.. Estas conversaciones surgen en el deseo de control y certeza a cualquier costo, y son presentadas bajo el argumento de derecho y justicia. Estas conversaciones destruyen cualquier espacio para las conversaciones de coinspiración, limitando la posibilidad de cualquier acuerdo que pueda conducir a la comprensión y a la acción democrática. Las conversaciones que implican desconfianza dan surgimiento a la desconfianza, y destruyen la democracia al hacer posibles las acciones autoritarias.

La democracia es una ruptura en nuestra cultura patriarcal europea que surge de nuestra añoranza matrística por la vida en el respeto mutuo y la dignidad, que la vida centrada en la apropiación, la autoridad y el control, niega. Como tal, la democracia es una obra de arte, un sistema de convivencia artificial generado conscientemente, que puede existir solamente a través de las acciones propositivas que le dan origen como una coinspiración en una comunidad humana. Sin embargo, al no darnos cuenta de la no racionalidad constitutiva de la democracia como un producto de una coinspiración social matrística, tratamos de darle una justificación racional, argumentado en términos de principios trascendentales de justicia y derecho, que juzgamos como universalmente válidos precisamente a través de esa misma argumentación racional. Más aún, como nuestros argumentos racionales han fallado al no convencer a aquellos que no aceptaban ya a priori los fundamentos matrízticos no racionales de nuestro argumento, y que, por lo tanto, no necesitaban de ellos, hemos hecho solamente la otra cosa que sabemos hacer en nuestra cultura patriarcal, esto es, recurrir al uso de la fuerza bajo el fundamento de teorías filosóficas que justifican su uso para el bien común. Pero la fuerza también ha fallado en el intento de crear una convivencia democrática y fallará necesariamente siempre porque la fuerza constitutivamente niega el dominio de las conversaciones de confianza, de respeto mutuo, de autorrespeto y de dignidad, que debemos vivir sí queremos vivir en democracia. Esto no es todo, sin embargo.

La democracia no es un producto de la razón humana, la democracia es una obra de arte, es un producto de nuestro emocionar, una manera de vivir de acuerdo a un deseo neomatríztico por una coexistencia dignificada en la estética del respeto mutuo. Lo que hace difícil el vivir en democracia en el medio de una cultura patriarcal que continuamente la niega, es el que las gentes que quieren vivir en democracía son en su origen patriarcales. Y es precisamente porque ellas también son patriarcales en su origen, que no entienden que la democracia no tiene justificación trascendental, y que es de hecho artificial, un producto de la coinspiración, y creen que una vez que la democracia ha llegado a ser estabilizada, puede ser defendida racionalmente a través del uso de nociones tales como derechos humanos, como si estos tuviesen validez universal trascendente, sin darse cuenta de que estos son también arbitrarias obras de arte. La democracia, como una forma de coexistencia matrística en el medio de una cultura patriarcal que se opone a ella y que constitutivamente la niega, no puede ser estabilizada ni defendida, puede ser solamente vivida, y será democracia solamente en tanto sea vivida. La defensa de la democracia, y de hecho, la defensa de cualquier sistema político, necesariamente conduce a la tiranía.

Por lo tanto, todo lo que podemos hacer, si de hecho queremos vivir en democracia, es vivir de acuerdo a ella en el proceso de generar acuerdos públicos para todas la acciones que queremos que tengan lugar en ella, y hacerlo así mientras vivimos de acuerdo a aquellos acuerdos públicos que le dan origen y la constituyen. Vivir en democracia es un acto de responsabilidad pública que surge de un deseo de vivir tanto en la dignidad individual como en la legitimidad social que ella implica como una manera matrística de vivir, y fallamos en nuestro intento solamente cuando no realizamos esta manera de vivir, mientras afirmamos que queremos vivir en ella.”

Como nos muestra la biología-Cultural, lo humano surge, evolutivamente hablando, en el conversar. Y se conserva habitando en redes de conversaciones, las que constituyen el fenómeno cultural. De manera tal que sólo se es humano conviviendo con humanos. Lo humano no es simplemente una corporalidad Homo Sapiens, es un modo de vida que se realiza en una matriz de relaciones sociales, en la cual conversando las personas se encuentran y se realizan como tales.

Podemos decir que las redes de conversaciones formales son todas aquellas que surgen como espacios especificados con algún propósito y orientadas a un resultado, sea educativo, político, religioso, etc. Espacios que además son diseñados desde algún criterio.

Pero siempre dependiendo de cómo se viva y conviva en estos espacios serán las propiedades de la matriz relacional que surga con el conversar de las personas. Así, pueden cursar en la confianza y la colaboración, o en la desconfianza, el control y la obediencia. Generando así dos derivas completamente distintas; una social y otra instrumental.

Las redes de conversaciones informales son todas aquellas que ocurren en espacios relacionales sin diseño o con un meta-diseño que simplemente abstrae y trasponla las coherencias básicas del ámbito social. Lo que las caracteriza es que no están orientadas a la consecución de un resultado, y no tienen más propósito que el disfrutar el encuentro entre personas que quieren escucharse y hablarse. Y como están abiertas a la posibilidad de coinspirar la coordinación de acciones conjuntas, siempre pueden generar resultados, pero como una cuestión espontánea.

Al igual que las conversaciones en espacios formales, lo que define el curso que siguen las redes de conversaciones informales será el modo en que se relacionen las personas, ya sea desde conversas de colaboración en el sentir de la confianza,  o conversas de obediencia en el control o la competencia.

Entonces, si bien es cierto que los espacios formales e informales de conversaciones generarán bienestar o malestar siempre dependiendo de cómo se los viva y conviva, la convivencia humana, históricamente y en este presente, ha ocurrido y ocurre fundamentalmente en espacios informales de conversación, y la mayor parte de las creaciones humanas fundamentales han surgido así, sin diseño, sino establecidas consensualmente al calor de la convivencia y en el placer de hacer cosas juntos.

Por otra parte, la historia de los últimos 10 mil años, ha estado centrada en relaciones culturales (redes de conversas) de desconfianza, control, autoridad, obediencia, apropiación, competencia. Desde las cuales se ha intentado formalizar insidiosamente los espacios conversacionales de muy diversas maneras para poder manipular a las personas en la consecución de diversos objetivos, sean políticos, ideológicos, económicos, etc. Generando así dolor y sufrimiento como también desarmonía ecológica al romper la unidad individuo-sociedad y biosfera-antroposfera.

El encuentro de la Red de Conversaciones Informales surgió con el propósito de restaurar el potencial educativo espontáneo de los encuentros libres entre personas que desean compartir, colaborar y coinspirar en torno al aprendizaje, generando matrices relacionales-sociales que aspiran a ampliar la autonomía reflexiva y de acción de las personas y comunidades, así como sus espacios de bienestar psiquico-corporal.

Nos juntamos el día 13 de septiembre (2010) y realizamos un encuentro que quisimos imaginar como una semilla, la cual sembramos en la buena tierra del conversar reflexionando sobre las dinámicas del aprendizaje en la convivencia. Para esto invitamos a diversas organizaciones y personas involucradas en temas educativos, de dialogo, innovación empresarial, entre otros. Junto a lo cual se invitó también a dos exponentes norteamericanos, uno de la Cibernética, Paul Pangaro, y otro del Aprendizaje Informal, Jay Cross. Además participamos, Luiz Algarra, como moderador reflexivo, y yo, que presenté una explicación biológico-cultural sobre los fundamentos de los espacios informales de aprendizaje. En total fuimos cerca de 100 personas compartiendo en la “trofolaxis” lingüística.

Fue una magnífica experiencia ya que contamos con un público de lujo que dejó de ser público en el conversar para tornarse exponentes de su propio pensamiento y sentir. Y pudimos así compartir, ideas, reflexiones, preguntas y distinciones que poseían ese peculiar carácter que el sentir les da a los conceptos cuando surgen en las personas de una manera vital, cuando quedamos concernidos en aquello de lo que hablamos, transidos por la pasión de aquello que nos mueve desde lo profundo.

Dadas las circunstancias en que fue posible hacerlo, fue un encuentro que se organizó a última hora, pero el cosmos coinspiró para que su realización fuera impecable y deleitable. Salvo quizás por el aspecto on line transmitiendo en vivo, ya que no pudimos interactuar con los cerca de 40 cibernautas que se conectaron con nosotros. Esperamos poder arreglar eso en una eventual segunda oportunidad. En fin, fue un encuentro que esperamos, abra una nueva puerta para seguir dando vueltas juntos en el placer del conversar y el aprender conviviendo.

Un poemas es un artefacto tanto semántico cuanto neurológico, un casi animal rondando el cubil de los sentires y entendimientos. Sin duda alguna, una otra manera de reflexionar en profundidad, convidando a encontrarse consigo mismo en lo más hondo de las matrices de asociaciones. Valga entonces aquí la invitación.

Enamorar donde moran los enamorados

.

Amor

Que piedra nieve o noche es esa

en el pecho de la luna

preciosa o corriente mineral

.

Unicornio fantasma, sin duda,

nocturno

palpitando cuando los corazones duermen

en la huida

.

Y el doliente anverso del amor

indiferencia

radiante ausencia preñada de un millón de agujas

.

Ella no lo amaba

el si a ella

pero ella amaba aquel otro

y este a ella desdeñaba

como aquella que a su vez a él no le quería

e indiferente por la ventana mirares no le daba

Asimetrías, desencadenadas cadenas del desamor

.

Amor?

Que droga que laberinto o cumbre no escalada es esa

.

Ella se entrego completa

El la poseyó hasta nunca

Nadie más había

unidad

Silencio de completud realizada

Suspiros

Sopor preludiando el renacer espiral de la locura

.

Amarte fue un sueño del que desperté a la fuerza

.

Lo infinito es también efímero

suavidades innombrables en un millón de instantes

desgajándose abismadas hacia la nadidumbre de la nada

.

Rojo púrpura azulada violeta

Manos habitando los rincones del cuerpo todo

Ritmo cadencia sobresalto espasmos

Ojos jardinenando el alma gemela

Ternura indecible e ilimitada

Besos caricias abrazos

ensueño

.

Tu nombre

un secreto

reverberando ecos y sinestesias sensoriales

.

Amantes

Se habitan mutuamente

Atrapados en el meollo de la libertad

.

(Por Ignacio Muñoz Cristi)